quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Ergonomia

Criar um site para a Web ou desenvolver qualquer outro tipo de aplicação envolve, acima de tudo, uma boa organização dentro da equipa de concepção. Este conceito aplica-se de duas formas: do programador para o utilizador e do programador para a sua equipa.

Como utilizadores regulares da Internet, todos sabemos como é fácil existir redundância de informação, pouca clareza na navegação, longos tempos de espera, inconsistência do ponto de vista gráfico, entre outras contrariedades que, com o pouco tempo do dia-a-dia, nos faz fechar a janela e procurar outra alternativa, tendo em conta que existem actualmente mais de mil milhões de páginas na internet.

Visto isto, é essencial tirar partido do nosso próprio usufruto da Web e pensar no utilizador final e na forma como este vai interagir com o produto. Há que ter em consideração:

Usabilidade – A utilização da aplicação deve ser o mais amigável possível de forma a entender-se rapidamente como usá-la.
Navegabilidade – A partir de uma boa estrutura hierárquica da aplicação deve pensar-se na navegação na tentativa de ser lógica, intuitiva, clara e não redundante.
Simplicidade – Manter a aplicação simples. Demasiada informação ou informação repetida torna-se inconsistente para o utilizador e desvia a sua atenção do que é essencial reter.
Consistência – Criar uma aparência consistente, sem utilizar muitos tipos de fontes, muitas cores que não se conjuguem nem se relacionem com a informação a ser passada.

Como programadores, acontece regularmente haver a necessidade de se modificar linhas de código realizadas por outro programador. Quando estamos a falar em grandes projectos, é fácil perdermo-nos naquela que será a organização de outra pessoa.

Como tal, o ideal é estandardizar o mais possível o desenvolvimento de um projecto elaborado em equipa. Para isso é essencial ter em conta algumas situações:

Nomenclatura – É conveniente ter alguma atenção aos nomes de variáveis, métodos, classes, funções, etc. Devem ser coerentes e facilmente identificáveis com a informação que disponibilizam. É também importante que a escrita seja igual em toda a aplicação, como por exemplo utilizar só letras minúsculas ou o identificador de um controlo começar pelo diminutivo do tipo de controlo (Ex: btnClicar, em que o controlo é um botão)
Formatação – Para uma mais fácil formatação de tabelas ou controlos utilizam-se folhas de estilo em cascata, CSS. Estas permitem controlar tamanhos, espaçamentos, cores entre outras propriedades. A utilização de CSS leva a uma diminuição de propriedades atribuídas directamente aos controlos e abre a possibilidade da reutilização do mesmo estilo em todo o site tornando-o assim mais consistente.
Comentário – Nas situações de menor evidência do resultado de uma parte do código é fundamental colocar comentários que permitam uma maior clareza do funcionamento do mesmo.
Funcionalidade – Para existir funcionalidade é indispensável reduzir a redundância. Se um excerto de código vai ser reutilizado mais vezes ao longo do projecto então será mais fácil desenvolver um método ou uma função que depois seja chamada ao longo do projecto ao invés de repetir as mesmas instruções várias vezes.

Nem sempre se consegue cumprir todas estas regras, e tantas outras, à risca. Mas se no desenvolvimento de software tivermos em conta que também poderemos ser nós utilizadores da aplicação ou programadores da equipa que está sujeita a proceder a alterações no projecto torna-se mais fácil entender o quão essencial é cumpri-las.

1 comentário:

João Vicente disse...

Regras tão indispensáveis quanto ignoradas por nós. Parabéns... Vou começar a olhar com um olhar ergonómico.