sexta-feira, 29 de abril de 2011

Making the Web Beautiful!

Há pouco tempo num evento do Sharepoint 2010 um dos oradores iniciou a sua apresentação com este vídeo.




Trata-se do trabalho de Mark Coleran. Quem é? Ele faz aquelas imagens e gráficos que aparecem nos ecrãs e computadores de alguns filmes e séries. Já todos vimos aquela cena em que o Horácio coloca uma impressão digital na máquina e o ecrã começa a passar imagens de suspeitos até encontrar a correspondência certa. É claro que se fossemos nós a fazer o interface daquela aplicação apenas usávamos um botão a dizer “Pesquisar” e uma página a dizer “Resultado da pesquisa”. O mais importante para nós é o que está por trás, a maneira como é feita a pesquisa. Mas a sugestão do orador da Microsoft (Michael Koester) era que devemos preocupar-nos mais com a aparência das nossas aplicações e web sites. Esse é cada vez mais um aspecto importante para que as nossas soluções tenham sucesso. E as interfaces que vemos nos filmes ajudam-nos a perceber isso, apesar de sabermos que nada daquilo funciona na realidade. Senão vejamos, qual é o objectivo daquelas imagens?


1. São apelativas e captam a atenção;
2. Em apenas alguns segundos o espectador consegue perceber o que está a acontecer.

E é exactamente isso que queremos que os nossos clientes sintam em relação às nossas soluções na hora de fazerem uma escolha entre outras propostas. Além disso temos cada vez mais pessoas a usarem equipamentos com ecrãs de alta resolução e televisões de sala a aceder a aplicações on-line. Nesses ambientes a imagem é muito importante.

Para este fim, tratando-se de um evento Microsoft, foi sugerido o Silverlight para enriquecer visualmente as nossas aplicações. Foi feita uma demonstração e o resultado foi este:


Neste caso o objectivo era mostrar o número de vendas de uma empresa em vários países. É claro que um simples gráfico feito no excel serviria. Mas esta forma torna a consulta mais interessante e dá a imagem de uma empresa em movimento (além de se parecer com uma imagem de um filme de espiões).

No próximo dia 6 de Maio teremos o WebCamp da Microsoft. Lá serão abordados os tópicos HTML5 e CSS3, ferramentas importantes para no futuro produzirmos sites mais atraentes.
Basta fazermos uma pesquisa sobre estes tópicos e rapidamente encontramos boas sugestões. Por exemplo, encontrei um tutorial em que podemos transformar uma simples lista de items em algo como isto:


Outra sugestão: para começarmos a melhorar o aspecto dos nossos sites porque não começar por escolher melhor as fontes que usamos? O Google Web Fonts contem fontes recentes e criativas que podemos consultar e usar facilmente.


Links:
http://www.google.com/webfonts/preview#font-family=Cabin+Sketch
http://html5gallery.com/
http://labs.mandogroup.com/
http://designlovr.com/use-css3-to-create-a-dynamic-stack-of-index-cards
http://net.tutsplus.com/articles/news/create-a-sticky-note-effect-in-5-easy-steps-with-css3-and-html5
http://www.silverlight.net/learn/tutorials/pete-brown/general-tutorials

sexta-feira, 11 de março de 2011

Uma Nova Fronteira

O serviço de emissão de televisão tal como o conhecemos está cada vez mais perto do seu fim. Aproximamo-nos de um novo ponto de viragem, semelhante ao que existiu na indústria da música, mas desta vez associado à criação de conteúdos para televisão.

Existem cada vez mais Set-Top Boxes preparadas para disponibilizar serviços de Internet na televisão, adaptando-os a este tipo de ecrãs. Inclusive já existem televisões que vêm com estes serviços pré-instalados, o que brevemente passará a um standard.

Já estão no mercado vários tipos de Set-Top Boxes dedicadas, tais como o Google TV, Apple TV ou Boxee. Os serviços de internet estão também disponíveis através de consolas de jogos Xbox, PlayStation e Wii. Alguns dos serviços mais conhecidos e que já estão disponíveis para TV são o Facebook, Youtube, Wikipedia, Flickr e muitos mais. Nos Estados Unidos é inclusive possível alugar filmes na Internet através de serviços como o Netflix ou Amazon.

Talvez a Set-Top Box mais conhecida no nosso País seja o Meo, da Portugal Telecom.

Para onde caminhamos afinal?

Para a utilização da internet como canal de publicação de conteúdos para televisão, inclusive dos canais a que estamos habituados a ver na TV por cabo ou satélite. Haverá uma aproximação real entre o consumidor e o criador de conteúdos, passando o consumidor a pagar apenas aquilo a que pretende ter acesso. A maior parte dos criadores de conteúdos para televisão já disponibilizam a emissão no seu website, se bem que com um baixo nível de qualidade devido à largura de banda e aos servidores disponíveis. Este aspecto será brevemente ultrapassado com a evolução das tecnologias.

Abre-se então uma janela de oportunidade para as empresas que apresentarem novos serviços, mais eficientes e inovadores, para televisão. Contudo, existe um longo caminho a percorrer na definição de normas para construção de conteúdos Web para TV. Cada Set-Top Box disponibiliza os conteúdos e serviços de forma distinta, existindo uma luta terrível na tentativa de criar uma plataforma de eleição. Ou seja, cada Set-Top Box usa a sua própria tecnologia, não sendo possível às empresas criarem programas compatíveis com as diversas plataformas.

O Google TV apresentou um browser específico para facilitar a navegação na Internet através da televisão, algo que potencialmente não fará muito sentido quando comparado com a facilidade de utilização de um PC, mas é sem dúvida muito interessante se pensarmos que poderemos criar sites específicos para TV, que já estejam adaptados à dimensão dos ecrãs. Ou seja, estamos a falar de HTML, não precisamos de aprender nada de novo, apenas algumas boas práticas para este tipo de ecrãs.

Existirá algo mais abrangente do que um site que pode estar disponível para todas as televisões, independente da Set-Top Box que assegura a ligação à internet?

A outra solução é adaptar o serviço a cada uma das Set-Top Boxes. Simplesmente não faz sentido!